sábado, 29 de janeiro de 2011

Sobre o prazo

Estava eu pesquisando para o meu crescimento e lazer... e nesta andança encontrei um site muito bom, no qual li uma postagem que se referia exatamente ao assunto central deste blog, e achei interessante postá-lo aqui.

Dane-se o prazo



Por Camilo Oliveira em Mercado


julho 17, 2010


Quase isso.



A correria que a gente trabalha nos faz ficarmos acostumados com o “melhor que deu pra fazer nesse tempo“. Mas quando vamos para o próximo job, a loucura é a mesma. E então passamos a ver os trabalhos que chegam pra nós como uma pilha de trabalho a ser entregue.

E isso é ruim. Muito ruim. Porque uma hora você se entedia com aquele bando de coisa meia boca que sai do seu Photoshop. Não necessariamente porque você não é bom ou não sabe fazer direito, mas porque nunca dá tempo de refinar. Quando você começa a juntar os trabalhos pra ver o que vai entrar no portfólio, ou fazer uma retrospectiva, parece que nada merece ser muito lembrado e começamos a dar desculpas pra nós mesmos do que não ficou legal. E isso é uma merda porque essa auto-enganação não dura muito tempo, caímos na real rapidinho.

É preciso ter aquela calma que o diretor de criação tem.

Já ouvi algumas vezes que algo que tinha feito não estava bom o suficiente e ia precisar refazer. Eu até concordava que dava pra melhorar, mas não havia tempo suficiente, porque outras coisas estavam na fila. A tal fila. Sempre a fila. A fila da p… Nessas horas eu me questionava o que ia acontecer, uma vez que o tempo estava curto pra entregar tudo e eu ia ter que gastar mais tempo no que já deveria ter sido entregue.

Uma vez percebendo que um atraso vai acontecer, é hora de chamar o pessoal de atendimento, projetos, tráfego, diretor de criação e todo mundo que tem poder de negociar alguma coisa internamente e/ou com o cliente.

Não estou recomendando ninguém ser irresponsável, a gente precisa sim ter comprometimento com as entregas (uma vez um chefe meu falou que “prazo não chama deadline em inglês à toa”), mas privilegiar a entrega em detrimento total da qualidade é um tiro no pé no longo prazo. Tanto para a agência, que começa a produzir material de qualidade inferior, quanto para o criativo, que tende a se acomodar em entregar aquilo. E essa acomodação é o que estraga qualquer carreira e tira a empolgação de trabalhar.

http://www.designcoletivo.com/

domingo, 20 de junho de 2010

As regras do design

É difícil você ler e tentar seguir vários livros que prometem te ensinar tudo de design a fim de obter um resultado excepcional em seus trabalhos. Uns te enchem de regras e sentidos às formas, traços, cores e disposição. Outros te incentivam a mergulhar nos instintos criativos e abusar do que se tem disponível. Tudo muito interessante e, até bonito. Na teoria.
Quando chega a hora, o tempo e a ocasião talvez não lhe permita recapitular todos os conceitos tidos como fundamentais. Isso principalmente quando sua liberdade de criação é x e não o alfabeto inteiro. Se mais que duas pessoas (o que considero o máximo) se envolverem muito na criação de uma peça, serão muitas visões fundidas, muitas ideias mescladas e nenhum conceito único, uma visão sólida do resultado. Pondere. Eu gosto de roxo, você de vermelho e ele de amarelo; acredito que um pássaro ilustraria a ideia de liberdade, você um cavalo e ele uma cobra, a composição do fundo ficaria bem com círculos, pra você com linha e pra ele um fundo sólido. Opção 1: ficaria uma arco-íris galáctico. Opção 2: um design ultra contemporâneo ¬¬ . Opção 3: alguém teria que abdicar da ideia para o bem de todos. O design contemporâneo realista necessita de um projeto inicial para que o tempo não prejudique o trabalho, no entanto muitas pessoas opinando pode simplesmente destruir o projeto e acabar com a previsão de tempo estimada.
O que julgo fundamental, tanto de livros quanto de opiniões externas, é assimilar o que couber ao seu projeto inicial, regras NO!

domingo, 13 de junho de 2010

O "Clean"

Ao me deparar pela primeira vez com essa expressão:
-Faz um layout "clean" (pronuncia-se clin) pra nós!
Bom, fiz menção à marca de calçados infantil plubicitariamente muito conhecida, Klin. E bolei algo com referência infantil, colorida e e descontraida. Tola ingênua, pode rir da minha ignorância, mas fiz tudo ao contrário. Tarde demais quando busquei a palavra em inglês e descobri sua tradução: LIMPO!
Desde então tenho uma tremenda aversão pela palavra e consequentemente (não sei) desenvolvi esta mesma aversão pelo sentido também. Acho que meu chefe sabe disso.
Pra mim, Clean (limpo) é sinônimo de simples ou sem um pensamento mais elaborado, pensado. É algo em que não precisa empenhar muita criatividade e dar muito sentido, afinal é para ficar limpinho, nem sequer bonitinho. Tipo, fundo branco, cores da logomarca e fonte Arial, no máximo fuja para um Arial Black, digite o que lhe foi destinado e pronto, está Clean!
Acho que qualquer pessoa qua saiba trabalhar com as ferramentas de um programa gráfico (talvez nem gráfico precise ser) tem a capacidade de fazer um trabalho Clean.
Clean, é trabalho de faculdade, anúncio de jornal, memorando, comunicado, convite formal e contra-capa de livro.
Um layout digno de reconhecimento, ou mesmo não reconhecido, mas um bom layout, PRECISA de um pensamento mais afundo, de uma aplicação de semiótica, de um fundamento publicitário. se não nunca passará de uma imagem a uma arte como se generaliza. Fica meu protesto. Nem tudo que se cria é arte!

sábado, 5 de junho de 2010

Criar

Para aqueles que já nasceram com o dom de criar não é tão difícil se expressar através de ideias mais concretas que não sejam palavras. No entanto, para os que desejam iniciar neste caminho da criação ou mesmo que por algum motivo precisam deste elemento, já não é tão simples.
As pessoas em geral, nascem com uma tendência a introspecção, ou seja, a guardarem para si suas ideias, desejos, vontades, expressões. E isso é uma aversão ao CRIAR.
Criar é expressar aquilo que se tem de mais íntimo... é trazer da alma as ferramentas para compor uma arte... é sonhar sem estar na cama só com o travesseiro... é trazer a tona seus desejos e concretizar o que expressa sentimentos mais profundos. Desde um layout mais simples (e nenhum layout é somente simples se conter estes elementos) até uma campanha publicitária completa ou mesmo uma obra de arte consagrada, elementos como alma, desejos, sonhos são fundamentais.
Contudo a arte, em diferentes intensidades, faz parte da vida de todos.
A ideia de expressar-se ao mundo, de mostrar um pouco de si naquilo que faz é inevitável. Por exemplo, qualquer opinião que você der, levará um pouco da sua personalidade, vai te dedurar. Só que isso às vezes é algo involuntário. Eis o ponto xis. A arte não precisa ser voluntária. Você não precisa estar a frente da criação, e sim o contrário. A arte, o desejo é que deve levar seus sentidos, não é necessário atribuir uma regra, apenas trace o objetivo e deixe fluir o restante.
É eu sei que na prática há outros elementos que contrariam a teoria. Mas isso porque há mais regras do que arte nas profissões que exigem criação.
Bom, a realidade é que nós artistas somos todos mal compreendidos. Fato!
Contudo, não é por isso que deixaremos de viver com o corpo aquilo que acreditamos com a alma.
E está dito.

domingo, 30 de maio de 2010

E por que não existem máquinas que criam então?

Insisto na teoria de que criar não tem regras... Se não seria tudo padrão, e fato é que as pessoas ficam cegas para aquilo que estão acostumadas ver e, a intenção publicitária é justamente chamar a atenção.
Mas quero voltar a atenção agora, para essa adversão que nos persegue... produção (quantidade) x criação (arte).
Vos pergunto: Quem quer produção, abre mão de algo bem elaborado? E quem quer arte, um aprofundamento nas intensões do cliente, está ciente de que não deverá delimitar o tempo?
A medida que a tecnologia avança, as pessoas querem mais em menos tempo, exigem mais eficácia de tudo e de todos, e talvez por sermos tão pressionados, nossa forma de agir perante o trabalho se modifica também... Queremos nos manter competitivos no mercado, queremos nos destacar daqueles que somente criam (e isso já é complexo), por isso precisamos agilizar nossa capacidade de criação. Será? Sim, não temos escolha. Se trabalhamos coimo funcionários isso vai ser cobrado de nós, se formos empresários... tempo é dinheiro! Quanto mais camapanhas puder fazer, maior será o retorno. Mas não nos afobemos. Precisamos antes aprimorar a qualidade para depois desenvolver a agilidade. Ainda primo por esta primeira. Não só na criação, mas em tudo! Quero qualidade de vida, qualidade nos relacionamentos, qualidade nos estudos, e por fim no trabalho. Depois posso ver essa questão do RÁPIDO.
Se bem que não posso esperar muito. Pois o rápido e bom já está tão quanto (se não mais) valorizado quanto o ÓTIMO.
E você? Fica com o ótimo ou o rápido?

domingo, 18 de abril de 2010

A primeira postagem a todos os ninguéns seguidores ^^

Tive a ideia deste blog apartir da correria e das situações ocorridas no meu trabalho, o qual exige criatividade e, mais que isso, agilidade extrema. De modo a compartilhar os conceitos que se adquire através de exigências tão contraditórias.
Pensei também, antes de tudo, nas demais profissões que envolvem o senso artístico e criativo, no tempo em que dispunham para criar suas campanhas e afins. Meu mais íntimo desejo: tempo. Que o dia tivesse 48 horas, que tivéssemos que trabalhar 24h e dormir: 2h; estudar: 12h e o que sobrasse ficaria para o lazer. E o sábado e domingo fosse emendado... dispensaríamos as duas horas de sono para ficar mais tempo com o namorado(a), a família, os amigos; para passear, fazer um pequenique, sair sem destino; e ver a arte naquilo que nós criamos sem perceber, naquilo que Deus criou, naquilo que ninguém criou, que simplesmente surgiu. Não precisaríamos nos esforçar tanto para todo dia inventar uma coisa nova para ser aprovado por todos que precisam aprovar... aquilo que é natural, já nasceu aprovado.
Duas coisas do qual o mundo da criação está carente, e falo de mim também, a arte sem regras e o tempo que se dispõe para desenvolvê-la, para olhá-la como arte que é.
Precisamos nós, instrumentos da criação, dar menos regras e mais vida a nossos trabalhos.
As combinações não precisamos inventar, as cores não também... Olhe além do seu computador, experimente olhar o céu três vezes ao dia; quando estiver voltando para casa procure enchergar algo que ainda não tinha visto; procure ouvir cada palavra que lhe foi pronuncido... tudo isso é arte, e pode ou não ser sua fonte... vai da vida que você levará ao seu trabalho.
Quero que isso sirva para mim também.