domingo, 20 de junho de 2010

As regras do design

É difícil você ler e tentar seguir vários livros que prometem te ensinar tudo de design a fim de obter um resultado excepcional em seus trabalhos. Uns te enchem de regras e sentidos às formas, traços, cores e disposição. Outros te incentivam a mergulhar nos instintos criativos e abusar do que se tem disponível. Tudo muito interessante e, até bonito. Na teoria.
Quando chega a hora, o tempo e a ocasião talvez não lhe permita recapitular todos os conceitos tidos como fundamentais. Isso principalmente quando sua liberdade de criação é x e não o alfabeto inteiro. Se mais que duas pessoas (o que considero o máximo) se envolverem muito na criação de uma peça, serão muitas visões fundidas, muitas ideias mescladas e nenhum conceito único, uma visão sólida do resultado. Pondere. Eu gosto de roxo, você de vermelho e ele de amarelo; acredito que um pássaro ilustraria a ideia de liberdade, você um cavalo e ele uma cobra, a composição do fundo ficaria bem com círculos, pra você com linha e pra ele um fundo sólido. Opção 1: ficaria uma arco-íris galáctico. Opção 2: um design ultra contemporâneo ¬¬ . Opção 3: alguém teria que abdicar da ideia para o bem de todos. O design contemporâneo realista necessita de um projeto inicial para que o tempo não prejudique o trabalho, no entanto muitas pessoas opinando pode simplesmente destruir o projeto e acabar com a previsão de tempo estimada.
O que julgo fundamental, tanto de livros quanto de opiniões externas, é assimilar o que couber ao seu projeto inicial, regras NO!

domingo, 13 de junho de 2010

O "Clean"

Ao me deparar pela primeira vez com essa expressão:
-Faz um layout "clean" (pronuncia-se clin) pra nós!
Bom, fiz menção à marca de calçados infantil plubicitariamente muito conhecida, Klin. E bolei algo com referência infantil, colorida e e descontraida. Tola ingênua, pode rir da minha ignorância, mas fiz tudo ao contrário. Tarde demais quando busquei a palavra em inglês e descobri sua tradução: LIMPO!
Desde então tenho uma tremenda aversão pela palavra e consequentemente (não sei) desenvolvi esta mesma aversão pelo sentido também. Acho que meu chefe sabe disso.
Pra mim, Clean (limpo) é sinônimo de simples ou sem um pensamento mais elaborado, pensado. É algo em que não precisa empenhar muita criatividade e dar muito sentido, afinal é para ficar limpinho, nem sequer bonitinho. Tipo, fundo branco, cores da logomarca e fonte Arial, no máximo fuja para um Arial Black, digite o que lhe foi destinado e pronto, está Clean!
Acho que qualquer pessoa qua saiba trabalhar com as ferramentas de um programa gráfico (talvez nem gráfico precise ser) tem a capacidade de fazer um trabalho Clean.
Clean, é trabalho de faculdade, anúncio de jornal, memorando, comunicado, convite formal e contra-capa de livro.
Um layout digno de reconhecimento, ou mesmo não reconhecido, mas um bom layout, PRECISA de um pensamento mais afundo, de uma aplicação de semiótica, de um fundamento publicitário. se não nunca passará de uma imagem a uma arte como se generaliza. Fica meu protesto. Nem tudo que se cria é arte!

sábado, 5 de junho de 2010

Criar

Para aqueles que já nasceram com o dom de criar não é tão difícil se expressar através de ideias mais concretas que não sejam palavras. No entanto, para os que desejam iniciar neste caminho da criação ou mesmo que por algum motivo precisam deste elemento, já não é tão simples.
As pessoas em geral, nascem com uma tendência a introspecção, ou seja, a guardarem para si suas ideias, desejos, vontades, expressões. E isso é uma aversão ao CRIAR.
Criar é expressar aquilo que se tem de mais íntimo... é trazer da alma as ferramentas para compor uma arte... é sonhar sem estar na cama só com o travesseiro... é trazer a tona seus desejos e concretizar o que expressa sentimentos mais profundos. Desde um layout mais simples (e nenhum layout é somente simples se conter estes elementos) até uma campanha publicitária completa ou mesmo uma obra de arte consagrada, elementos como alma, desejos, sonhos são fundamentais.
Contudo a arte, em diferentes intensidades, faz parte da vida de todos.
A ideia de expressar-se ao mundo, de mostrar um pouco de si naquilo que faz é inevitável. Por exemplo, qualquer opinião que você der, levará um pouco da sua personalidade, vai te dedurar. Só que isso às vezes é algo involuntário. Eis o ponto xis. A arte não precisa ser voluntária. Você não precisa estar a frente da criação, e sim o contrário. A arte, o desejo é que deve levar seus sentidos, não é necessário atribuir uma regra, apenas trace o objetivo e deixe fluir o restante.
É eu sei que na prática há outros elementos que contrariam a teoria. Mas isso porque há mais regras do que arte nas profissões que exigem criação.
Bom, a realidade é que nós artistas somos todos mal compreendidos. Fato!
Contudo, não é por isso que deixaremos de viver com o corpo aquilo que acreditamos com a alma.
E está dito.